[Matéria a terra é redonda] Um diálogo sobre “economia solidária”
Por RENATO DAGNINO, ROGÉRIO BEZERRA DA SILVA, MARCO BALEEIRO ALVES, CAROLINA BAGATTOLLI, HENRIQUE NOVAES e EDNALVA FELIX DAS NEVES.
4/9/202613 min ler
A motivação deste texto é a discussão que o artigo, publicado em 27 de novembro passado no Portal Vermelho do PCdoB pelo companheiro Dayvid Souza Santos (Economia Solidária: uma caminhada para além da utopia da escassez), tem suscitado entre pesquisadores e militantes do campo nele abordado
Depois de lê-lo, o primeiro que fizemos foi entrar em contato com o companheiro indicando que seu artigo tocava em assuntos sobre os quais existiam posições distintas da sua. E que o que ele corretamente enunciava como uma provocação bem intencionada para induzir mudanças que, como gestor encarregado da formulação, fomento, implementação e avaliação da política do campo, entendia como necessárias, deveria ser discutida.
Depois de sua imediata concordância, ele sugeriu que isso ocorresse em duas etapas. A primeira, seria a publicação de um comentário detalhado desses assuntos; intenção que este texto procura viabilizar. A segunda etapa, seria um debate a ser por ele organizado com a participação de interessados, especialmente das companheiras e companheiros que como ele são responsáveis pela elaboração da política e que poderia ter como “position papers” o seu artigo e o presente texto.
Depois da publicação daquele artigo, foi encaminhado à Secretaria Geral da Mesa da Câmara dos Deputados, um Projeto de Lei (PL nº 5.294, de 2025) pela Deputada Jandira Feghali, ao que tudo indica concebido pela estrutura do MCTI responsável pelo assunto, que propunha instituir a Política Nacional de Tecnologia e Inovação Social, “instrumento de planejamento e gestão de políticas públicas para a promoção do desenvolvimento, da difusão, da aplicação e da reaplicação em escala da Tecnologia e Inovação Social no território nacional”.
Esse PL repercutiu negativamente em ambientes ligados ao tema, como as incubadoras de cooperativas sociais e universitárias e a Fundação Banco do Brasil. Entre outras razões por que já existem dispositivos legais, como a Lei de Inovação e o Marco Legal da Ciência, Tecnologia e Inovação que se referem ao que denominamos inovação empresarial e por que o referido PL não foi considerado adequado às especificidades da tecnologia social. E, no âmbito da Associação Brasileira de Ensino, Pesquisa e Extensão – ABEPETS (https://www.abepets.org/ets), gerou uma intensa mobilização das suas lideranças expressa nos documentos Ofícios – Abepets nº 01/2026 e nº 8/2026 e um acionar, junto à deputada e a outros parlamentares, que deu origem ao PRL n. 1 CCTI do deputado Ricardo Galvão.
Esses desdobramentos terminaram, por motivos compreensíveis, retardando a publicação do presente texto. Seu conteúdo, entretanto, embora importante para contextualizá-lo, não é tratado aqui.
Nosso foco se limita aos assuntos e às áreas de política pública delimitadas por conceitos que se encontram referidos naquele artigo e com os quais temos trabalhado nos planos acadêmico e da política nas últimas cinco décadas. Sem pretender demonstrar erudição ou invocar um argumento de autoridade para comentar as ideias do seu autor, e sim com o intuito de familiarizar quem nos lê a respeito daqueles assuntos, nos pareceu conveniente, logo de início, introduzir referências àqueles conceitos. Buscando poupar tempo e agilizar a leitura, elas remetem a artigos e livros, que permitem aos interessados conhecer nossa opinião, indicados em notas de rodapé. Como a maioria das que aparecem neste texto, elas seguem a recomendação “… para saber mais…” e podem ser acessados com um simples clic.
É com esse objetivo, de que quem nos lê possa participar do diálogo a que nos propomos, que apresentamos de partida nossa visão acerca dos conceitos de Economia Solidária[i] Tecnologia Social[ii] e Tecnociência Solidária[iii].
O fato de estarmos alinhados com a proposta da Tecnociência Solidária, uma radicalização do argumento da Tecnologia Social que considera o apartamento entre ciência e tecnologia uma manipulação ideológica do capital, não invalida nosso comentário sobre o conteúdo daquele artigo. Pelo contrário, como questionamos também a ideia com que se pretende tranquilizar a esquerda, de que existe uma ciência neutra capaz de viabilizar qualquer projeto político e uma tecnologia que a aplica para o bem ou para o mal, e entendermos a Tecnociência Solidária como uma imprescindível “plataforma cognitiva de lançamento” da sociedade que queremos, nos sentimos, por redundância, capacitados.
Durante o processo de discussão do artigo do companheiro Dayvid, foram se acumulando as notas que reunimos neste texto. Sua extensão nos levou a dividi-lo em duas partes. A primeira, está organizada em duas seções: Nossas concordâncias e Anotando discordâncias pontuais. A segunda parte, que contém cinco seções – “Modelo chinês”, Uma discordância central, Sobre o empreendedorismo, Sobre o risco de inviabilização do ator portador de futuro e Para continuar a conversa – será publicada em seguida.
1. Nossas concordâncias
Louvamos a iniciativa do autor de, como gestor público, ajudar a colocar a Economia Solidária e a Tecnologia Social no centro do debate público. Registramos nosso respeito pela forma com que ele o fez e que já era mais do que hora de ampliarmos essa discussão com rigor teórico e espírito fraterno. Destacamos o caráter do gesto político e intelectual que orienta seu texto: o de convidar diferentes setores da esquerda a refletirem coletivamente sobre o futuro. Num contexto de rebaixamento da agenda pública e de intensificação das pressões neoliberais, promover esse debate é não apenas pertinente, mas urgente. Seu artigo cumpre essa função com coragem e espírito democrático.
Outra concordância se relaciona ao fato de como o texto expressa de modo adequado uma visão da esquerda sobre como superar as contradições estruturais do capitalismo, situando o debate na chave das alternativas societárias. Sua crítica contribui de forma valiosa para enriquecer nosso acúmulo teórico coletivo.
2. Anotando discordâncias pontuais
Nesta seção, de modo a esclarecer quem nos lê acerca dos pontos sobre os quais julgamos necessário seguir discutindo, indicamos, quase que parágrafo por parágrafo nossas discordâncias em relação ao pensamento do autor.
No primeiro parágrafo do artigo, ao apresentar a economia solidária como uma “resposta ética e política de um país atravessado pelo desemprego estrutural e pela exclusão social” pode-se dar a entender que estes dois aspectos tenham deixado de preocupar o autor; o que seguramente não é sua intenção. Em seguida, incorrendo no mesmo lapso, ao indicar que “consolidou-se uma tradição intelectual e política que encontrou, em alguns intelectuais brasileiros, seus formuladores mais persistentes” pode-se induzir o leitor a subestimar a vigorosa participação do movimento popular organizado no processo de elaboração do marco analítico-conceitual e dos instrumentos metodológico-operacionais com os quais conta a economia solidária.
No seu terceiro parágrafo, se afirma que o “horizonte normativo… da tecnologia social… de uma ciência a serviço do povo…, que foi revolucionário em seu tempo, tornou-se hoje um obstáculo. Ao permanecer preso ao paradigma da “resistência”[iv] … “acabou capturada por um imaginário conservador, em que o social se opõe às tecnologias avançadas, e a inovação é vista com desconfiança”[v].
Nossa opinião é que essa afirmação deve ser verificada por quem nos lê segundo o procedimento usual. Já prevendo que dificilmente será encontrada alguma fonte que permita conhecer os argumentos que a fundamentam, convidamos os interessados em consultar, por exemplo, o texto “Sobre o marco analítico-conceitual da Tecnologia Social” citado na nota de rodapé 3 que evidencia como os envolvidos com a Tecnologia Social e a Tecnociência Solidária nunca estiveram “capturados por um imaginário conservador”. Pelo contrário: no plano político-ideológico, abraçam uma causa claramente revolucionária e, no tecnocientífico, uma proposta que faz estremecer os fundamentos da tecnociência capitalista que é um dos pilares sobre os quais se assenta o modo de produção que, como nós, o autor se empenha em combater.
Em seguida, se lê que “Sob o pretexto de proteger os trabalhadores da racionalidade instrumental, acabou-se isolando esses mesmos trabalhadores e demais atores da potência transformadora da ciência”, dando a entender a aceitação pelo autor, do que denominamos mito transideológico da neutralidade da Tecnociência Capitalista. O qual se baseia, por um lado, na ideia de apartamento a que fizemos referência, invalidada por construção por civilizações que viveram e vivem à margem do capitalismo. E, por outro, na manipulação ideológica tranquilizadora, amplamente negada por muitos autores marxistas em que nos baseamos para elaborar a proposta da Tecnociência Solidária, de que existiria uma ciência neutra passível de ser empregada para construir qualquer projeto político.
O artigo segue afirmando que “A tese de que é possível criar uma “tecnologia alternativa”, autônoma e descolada das dinâmicas produtivas do capitalismo global, revelou-se ilusória”. Dado que como outras afirmações, esta também interage com o que tem sido publicado sobre o assunto, nos leva a, em primeiro lugar, chamar a atenção de que esta produção, por ser, inclusive partidária de metodologias como a de pesquisa participante, não raciocina em termos de “teses” a serem provadas ou refutadas. E, em segundo, que nossa proposta, longe de ser “autônoma e descolada das dinâmicas produtivas do capitalismo global” procura, como o faz o companheiro Davyd, se opor a elas! E, terceiro, que não é por que essa “tecnologia alternativa”, que nós entendemos como a Tecnociência Solidária que como temos exaustivamente explicado se originará do reprojetamento da tecnociência capitalista mediante processos de Adequação Sociotécnica, ainda não ocorreu, coisa que como nós o autor pretende lutar para que ocorra, que devemos deixar de persegui-la.
Consta a seguir que “ A recusa do Estado e da grande escala — marcas do pensamento de alguns intelectuais brasileiros — tornou-se um entrave à transformação material da base produtiva brasileira”. Com relação à “recusa do Estado”, remetemos quem nos lê a um dos livros que fazem parte do nosso processo de ensino-aprendizado na Unicamp do qual de alguma forma participam muitos dos “intelectuais brasileiros” envolvidos com o nosso assunto[vi]. Sua consulta, assim como os textos já citados acerca da Economia Solidária, permitirá que se desfaça esse equívoco.
Em relação à “grande escala”, remetemos novamente quem nos lê ao artigo que recém aludimos, provavelmente o mais citado sobre nosso tema, onde tratamos esse assunto. Nele, com o auxílio de um diagrama onde havia uma espiral que partia da Tecnologia Apropriada dos anos setenta e chegava na Tecnologia Social de 2004, situávamos as seis principais contribuições de autores dos Estudos Sociais da Ciência e Tecnologia que, entre outras coisas, permitem também refutar o que aparece noutra passagem onde se imputa à “parte da esquerda intelectual brasileira” (na qual o autor dá a entender que nos inclui) “a ideia de que o pequeno é, por natureza, democrático, e o grande é necessariamente opressor”. E, mais ainda, que deveríamos “superar o romantismo rudimentar” e abandonar “a herança de um tempo de impotência política” abraçando “ a tarefa de socializar a grandeza, popularizar a tecnologia, fazer da escala um instrumento de emancipação”.
Sobre a observação de que essa recusa teria se tornado “um entrave à transformação material da base produtiva brasileira”, nosso comentário é o de que ainda que fosse intenção (coisa que nunca seria) “de alguns intelectuais brasileiros” dificultar “a transformação material da base produtiva brasileira”, pensar que eles teriam condições de fazê-lo é irrealista
É também despropositada a ideia do companheiro Dayvid de que esses “intelectuais brasileiros” professem “uma utopia da escassez, que aceita a marginalidade econômica como destino e celebra a precariedade como virtude política”. Mas ainda que assim fosse, novamente aqui o autor parece desconhecer o seu tamanho relativo… Ou seja, ele subestima, e talvez esta seja uma das debilidades do seu artigo, a força dos movimento sociais, das redes solidárias, das organizações de trabalhadores etc. que integram, e participam na defesa e na implementação da proposta da Economia Solidária e da Tecnologia Social.
Ao alegar que “Ao se refugiar em experiências isoladas e em laboratórios desprovidos de articulação com o sistema produtivo, o movimento de economia solidária e de tecnologia social no Brasil afastou-se do projeto histórico da modernização socialista — que sempre foi, antes de tudo, um projeto de transformação tecnológica com sentido coletivo” o autor parece estar se referindo às incubadoras tecnológicas de cooperativas e suas atividades de extensão universitárias. Mas falar em “articulação com o sistema produtivo” ele comete duas impropriedades. A primeira é que, ao contrário, elas nascem profundamente conectadas, e é para isto que existem, aos que produzem bens e serviços. A segunda impropriedade se refere ao termo que o autor utiliza, de “setor produtivo”. São essas redes solidárias de produção e consumo, e não aquilo que a direita universitária denomina como “setor produtivo”, para designar as empresas e as startups empreendedoras de seus professores e alunos, aquelas com as quais buscamos a duras penas, enfrentando a hegemonia dos inovacionistas, interagir. Com relação ao “projeto histórico da modernização socialista — que sempre foi, antes de tudo, um projeto de transformação tecnológica com sentido coletivo”, é importante chamar a atenção para a insistência que fazemos acerca da necessidade de que aprendamos a identificar nas necessidades coletivas hoje desatendidas, que atestam o quanto precisamos de algo para além do capital, as demandas cognitivas (a maioria delas de altas complexidade e originalidade) nelas embutidas. E o quanto é importante na estratégia da Tecnociência Solidária trazer essas demandas tecnocientíficas para nossos “laboratórios” universitários e, em parceria com as redes solidárias que integram o setor produtivo que queremos expandir, transformar nossas agendas de ensino, pesquisa e extensão que professoram a tecnociência capitalista do Norte. É dessa forma que propomos pavimentar o caminho do conhecimento que precisamos para, inclusive, superar, baseados na autogestão e na propriedade coletiva dos meios de produção que dão sentido à Economia Solidária, o “projeto… da modernização socialista” adotado nas experiências do socialismo real. O qual, justamente por pretender usar a tecnociência capitalista para tentar construir o socialismo, foi obrigado a trilhar o caminho do conhecimento que queremos evitar. Aquele caminho, que exigia a heterogestão e a propriedade estatal o conduziu à sua degenerescência burocrática que terminou levando à sua descaracterização como modo de produção para além do capital.
Sobre a declaração de que “A emancipação não está em renunciar aos avanços da tecnologia, mas em reapropriá-la socialmente”, que encerra esta passagem, cabe lembrar algo que quem nos lê pode constatar no Google sobre as sete modalidades de complexidade crescente que propusemos em 2003 para operacionalizar o conceito de Adequação Sociotécnica. A segunda delas, que ao contrário do que pensam muitos companheiros e companheiras que se dedicam ao assunto não é por nós considerada como suficiente para alavancar a sociedade que queremos, é a que denominamos de Apropriação.
Aqui é preciso mais uma vez reiterar que a emancipação que queremos não prega uma renúncia à tecnociência capitalista. Ao propormos seu reprojetamento mediante processos de Adequação Sociotécnica coerentes com a proposta da Tecnociência Solidária e repetir insistentemente que não pretendemos voltar às cavernas, rasgar dinheiro, como fazem os muito loucos, ou jogar a criança com a água do banho, estamos chamando a atenção para a necessidade de que os engajados com o movimento da Economia Solidária adotem uma perspectiva crítica em relação a ela. Caso contrário estaríamos revelando um desprezo ao acúmulo teórico e às experiências que, desde a década de 1970, fundamentam nosso questionamento ao mito transideológico da neutralidade da tecnociência capitalista.
A ideia de que a tecnologia social seria apenas uma “ciência a serviço do povo”, pode aludir a uma concepção de que esta seria mal elaborada, sem base acadêmica, desprovida de sofisticação intelectual ou epistemológica, de baixa intensidade cognitiva, necessariamente de baixo custo etc.
O mesmo ocorre em relação à ideia de que ela seria uma mera “tentativa de reconciliar o saber técnico com a emancipação social”. Ela pode ser tomada como um desconhecimento do marco teórico-conceitual elaborado ao longo de anos cujo resultado tem sido publicado numa grande quantidade de artigos cientificos, dissertações de mestrado, teses de doutorado e livros e tem orientado o lançamento de editais da Fundação Banco do Brasil, BNDES, CNPq, FINEP e outros órgãos de governo. E, também, como um desconhecimento de demandas cognitivas, que vão desde as do movimento da Economia Solidária até as dos partidários do socialismo ecológico (que invocam alternativas como o software livre e a agroecologia como caminhos de superação do capitalismo), passando pelas dos que denunciam os perigos da Inteligência Artificial e do tecnofeudalismo.
É a esta altura do artigo que o autor começa a abordar a experiência chinesa sugerindo que deveríamos incorporar seus ensinamentos para formular uma proposta mais consistente para o campo da Economia Solidária e Tecnologia Social. Embora não seja nossa pretensão pontificar sobre o assunto e por considerá-lo pouco pertinente para a discussão que nos interessa manter com o autor para que, como gestor público, possa ajudar a elaborar políticas mais adequadas, resolvemos abrir um parênteses para nos referirmos ao…
Renato Dagnino é engenheiro, Doutor em Ciências Humanas e professor da Unicamp; Carolina Bagattolli é economista, Doutora em Política Científica e Tecnológica e professora da UFPR, Rogério Bezerra da Silva é geógrafo e Doutor em Política Científica e Tecnológica; Marco Baleeiro Alves é químico e Doutor em Política Científica e Tecnológica; Henrique Novaes é economista, Doutor em Política Científica e Tecnológica e professor da UNESP; Ednalva Felix das Neves é economista, mestre em Política Científica e Tecnológica, Doutora em Economia e professora da UFSM.
Notas
[i] Ver, por exemplo, este artigo ou este outro.
[ii] Um de nossos primeiros escritos sobre o tema, foi “Em direção a uma estratégia para a redução da pobreza: a Economia Solidária e a Adequação Sócio-técnica, disponível neste link. Posteriormente em “Sobre o marco analítico-conceitual da Tecnologia Social”, revisitando o conceito de Tecnologia Apropriada que utilizávamos desde 1976, escrevemos o que se transformou numa quase “leitura obrigatória” dos pesquisadores que trabalham com o tema. Para os interessados em acompanhar a evolução da nossa produção intelectual até o ano de 2014, sugerimos o livro disponível neste link.
[iii] A partir de 2016, em função do amadurecimento de ideias que vinham germinando desde nosso envolvimento com o movimento da Tecnologia Apropriada, fomos formulando este conceito que deu origem ao livro disponível neste link. Desde então, vários artigos, como, por exemplo, neste link e neste outro link, foram publicados no Brasil e no exterior por nós e por outros pesquisadores que adotam a proposta da Tecnociência Solidária com balizamento para suas atividades.
[iv] Por conhecermos o excelente e bastante citado artigo “Fervor e resistência na construção do campo da tecnologia social no Brasil: a complexa história das políticas públicas nas duas últimas décadas” fomos levados a crer que com esse termo o autor se refere aqui ao seu conteúdo.
[v] Sobre a “desconfiança” que os partidários do que nós, e outros autores como Marcos Barbosa de Oliveira denominamos inovacionismo (ver este link, cabe ressaltar que já em 2010, em “Contribuições da economia da inovação para a reflexão acerca da Tecnologia Social” (neste link) explicamos com um detalhe que desautoriza ilações dessa natureza.
[vi] Ver Gestão Estratégica Pública, disponível neste link.
